num começo de um espanto
aquela mulher me deixou com medo. deu-me um medo grande de saber que seria possível sentir a raiva e a vontade de vingança que ela mesma foi forçada a sentir. de uma quase imperceptível presença, a não ser quando citada em sua dor, ela tornou-se o centro de toda a trama, por mais que seus criadores tivessem feito o contrário para definir sua existência, ou por menos que eu o soubesse assim. o fato é que me espantei muito comigo mesmo, me descobrindo talvez passível de existir na ficção, capaz de tudo sem saber a que fim eu mesmo poderia me dirigir. não que houvessem anúncios de tal situação, porém via-se algo trágico, como em todo final que se sabe ser trágico. ela, a musa bárbara naquele antro fedido, nunca mostrou-se menos que os outros abjetos vizinhos, ao invés, uma soberba, mesmo sabendo a causa de uma sensação refletida em minha têmpora que doía no exato instante em que terminei de conhecer Medéia.
11 nov 2008

"medea" _ by sandys
02/03/2009 às 3:27 PM
Um susto com ela, contigo. Um susto bom.
10/04/2009 às 9:07 PM
mais de ti…onde?